Logística em e-Commerce B2B: Frete CIF e FOB

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A estratégia logística em um e-Commerce B2B deve contemplar os mesmos tipos de frete que já são amplamente utilizados no mundo físico, o FOB (Free On Board) e o CIF (Cost, Inssurance and Freight).

A logística é um ponto chave em qualquer operação de e-Commerce, ainda mais quando estamos falando em e-Commerce B2B. Enquanto nas operações de varejo (B2C) a primeira coisa que lembramos é o “frete grátis”, no B2B o assunto é muito mais complexo.

No varejo, o lojista é responsável pela entrega do produto, podendo cobrar ou não o frete. Em operações B2B, este modelo que o vendedor é responsável pelo frete é o CIF. A escolha do operador logístico, o custo do frete, impostos e seguros envolvidos é tudo responsabilidade de quem está embarcando o produto. A empresa que compra já paga tanto o produto quanto o frete e quer receber na sua porta, sem maiores preocupações. Em alguns casos, a regra de cálculo para definição de preços, prazos e agendamento de entrega também são mais complexas.

Porém também existe outro modelo de frete, que é o FOB. Aqui é o inverso, o responsável pelo frete é a empresa que está comprando. Ela é responsável por negociar, contratar e gerenciar o operador logístico. Neste caso, o comprador fecha o pedido e informa o vendedor quem irá fazer a coleta da mercadoria. Outras variantes também podem ocorrer, como o vendedor ficar responsável também pelo embarque na empresa logística, em vez apenas esperar o produto ser coletado.
Outra grande diferença entre a logística B2B da B2C é a quantidade de itens e volume da carga a ser despachada.

Enquanto no B2C normalmente temos poucos itens por pedido, também conhecido por entregas fracionadas, no B2B é o contrário, o normal são vários produtos ou várias unidades do mesmo produto. As compras são bem maiores. Várias empresas B2B usam restrições como valor mínimo de compra ou quantidade mínima de itens. Ou ainda só permitem o frete CIF acima de tais parâmetros, abaixo só FOB com o comprador indo buscar o pedido. Como comparativo, nos Estados Unidos, o ticket médio de uma venda e-Commerce B2B é quase o triplo de uma venda B2C.

Operações de e-Commerce B2B são inerentemente mais complexas que operações B2C, e a operação logística é mais um item que segue esta linha. Enquanto no B2C vende-se poucos itens por pedido, e com regras de frete simples ou grátis, no B2B temos modelos CIF e FOB, complexidades no despacho e gerenciamento de embarque, volumes maiores e roteirização de entrega.

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About Author

Mauricio Di Bonifacio

Mauricio Di Bonifacio (Boni) é sócio-fundador da Fast Channel, atuando com Digital Sales as a Service. Também é sócio-fundador da Vertis (www.vertisnet.com.br), uma das principais empresas de soluções de e-Commerce B2B (indústria/atacado). Atua desde 2000 em importantes projetos de e-Commerce como Fast Shop, Camicado, Giuliana Flores, Zelo, Dellavia, Preçolandia e Duchas Corona dentre outros. Tem graduação e mestrado pela USP, dois livros publicados, já foi professor em cursos de graduação, pós-graduação e MBA, e agora está se dedicando a fomentar o mercado de B2B

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